| Crédito: Nilmar Lage |
Na próxima sexta-feira, dia 26 de
agosto, as 20h no SESC Santo Amoro, em São Paulo, acontecerá a apresentação do
espetáculo Solos Hibridus do grupo Hibridus Dança, dentro da programação do
Oitavo Módulo do projeto Modos de Existir, que acontece entre os dias 22 a 25
de agosto. No dia 23 as 19h30 o artista Wenderson Godoi, junto ao artista
Ricardo Marinelli, é um dos convidados a participar do programa BDT Dance Television
Bate-papo sobre dança no Sesc Santo Amaro. O programa é uma mistura de apresentação
de performance e bate-papo dentro do programa Modos de Existir.
Modos de Existir é um projeto de
dança, já em sua oitava edição e que, neste módulo, conta com assessoria e
co-curadoria da Cláudia Muller, artista da dança e parceira do grupo Hibridus
dentro da programação do ENARTCi e com o trabalho ‘Entre’ onde foi colaboradora.
Solos Hibridus
Espetáculo criado em 2013 para
comemoração dos dez anos do grupo que é composto por quatro solos, cada um de
um dos artistas do grupo, que tiveram direção, colaboração e orientação de
outros quatro artistas sendo ‘Prumo’ de Wenderson Godoi com orientação de
Marcelo Evelin/PI, ‘Submersa’ de Maria Cloenes sob a direção de Marcos
Nauer/RJ, ‘V de Tela’ de Rosângela Sulidade, direção de Dudude Hermann/BH e
‘Re-forma’ de Luciano Botelho com a colaboração de Marco Paulo Rolla também de
Belo Hotizonte. O espetáculo foi indicado ao 2º Prêmio Copasa Sinparc de Artes
Cênicas em 2015.
Prumo – Wenderson Godoi
É um ato de resistência, sugere a
ideia da capacidade de permanecer de pé, neste solo do, orientado pelo artista
da dança de Teresina/PI Marcelo Evelin, propõe uma conversa de corpo que dança
gerando organizações e desorganizações no tempo e no espaço, desestabilizando,
perturbando, gerando crises para provocar mudanças de direção na
coreografia. O que fica é um corpo que
sacode o tempo, insistindo no movimento, provocando uma dança de instabilidade, um corpo que não senta, uma fala
que não sai, mas que insiste dançar o desequilíbrio como consequência de uma serie
de pequenos processos de desconhecimento em continuar existindo.
Re-forma – Luciano Botelho
Re-forma: "Refazer,
reformar, trabalhar o corpo em que se vive, em que se deseja viver. A forma
enquanto estética, a forma enquanto maneira. Re-forma implica olhar de novo, se
ver, nele e com ele, no lugar em que se encontra - no lugar ditado para ele, padronizado,
idealizado pela e para a sociedade enquanto uniformidade a ser belo, perfeito,
ágil e desejável, buscando uma igualdade para ser diferente – seguir os parâmetros,
fugir deles, extrapolá-los no intuito de um encontro e desencontro consigo
mesmo".
Submersa – Maria Cloenes
Inspirado no livro “Mulheres que
correm com os lobos” e na vivência da interprete Maria Cloenes com as
sucessivas enchentes que aconteceram em sua casa. ‘Quando eu era criança ficava
horas observando a enchente. Ela furava o silêncio e trazia a instabilidade. A
água do rio brincava comigo’. Não entra
na água da enchente' dizia a minha avó, eu molhava os pés, entrava no rio
até os joelhos, até a cintura, até o peito, até a boca, eu provava a água da
enchente. Não entendia muito bem a fascinação que a enchente me provocava mais
eu comecei a esperá-la como um evento especial. A enchente é o estado de
loucura do rio, a enchente é o rio sem razão, a enchente é o rio com dor de
barriga, com febre, com dor de cabeça, com as roupas rasgadas e sujas,
menstruação cor de terra. Eu fui percebendo que o rio era o meu corpo que o rio
era o espaço onde as coisas aconteciam, que o rio era eu’.
V de Tela – Rosângela Sulidade
Um experimento, um atrevimento
talvez... Lançar em estado de sozinho no
meio do mundo, o mundo da cena, colocar o que precisa colocar
Fazer poesia com o corpo. Deixar
o movimento criar poeira, trazer a terra do chão, fazer dançar a lembrança de
Pretinha. Pretinha nem adivinhava que um dia ia se tornar dançarina, artista. A
vida foi indo e de repente tá Pretinha aqui, tá Pretinha ali V de Tela usa de
propósito a lente da tela como entrada no universo próprio e compartilha do de
Rô.
Uma exposição? Sim Uma exposição
amorosa, ousada de se deixar dançar..
VAI
VAI
VAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
Ficha Técnica: Artistas da Dança:
Luciano Botelho, Maria Cloenes, Rosângela Sulidade e Wenderson Godoi
Realização: Hibridus Dança
Iluminação: Seminaluz
Trilha: Pedro Bastos
Classificação: Livre
Serviço
Espetáculo: Solos Hibridus
Dia: 26 de Agosto
Hora: 20h
Local: SESC Santo Amaro (Rua
Amador Bueno, 505 Santo Amaro – SP)
Programação completa:
https://www.sescsp.org.br/programacao/#/content=busca-por-atividades#/fdata=%2Fprogramacao%2Fajax%2FhomeView.action
Hibridus Dança | www.hibridus.com.br
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