Aldeias indígenas, centros culturais, igrejas, parques, praças e
teatros de Minas Gerais e São Paulo recebem o melhor de corais, bandas e
congados
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| Foto: José Renato |
Do dia 1º ao
dia 23 de setembro, acontecerão eventos em 60 lugares e 20 cidades, sendo
aldeias indígenas, centros culturais, igrejas, parques, praças e teatros de
Minas Gerais, e a Aldeia Boa Vista, em Ubatuba/SP, que serão palcos da 16ª edição do Festival Internacional de Corais, Bandas &
Congados, o FIC 2018 com participação de 160 grupos. Este ano, o evento promete o despertar da força coletiva na arte, na cultura e na sociedade
por meio do canto dos corais, congados e bandas. Os homenageados são os
povos nativos, pilares da cultura brasileira.
As pré-aberturas
acontecem nos dias 30 e 31 de agosto, respectivamente na Catedral Nossa
Senhora da Boa Viagem com o coral Niños Cantores de la
Araucanía-Chile e no Teatro
Frei Hilário Meekes, do Colégio Santo Antônio, com o espetáculo
Raízes Indígenas da Oficina Coro Cênico Cesgranrio, ambos os locais
em Belo Horizonte. A abertura oficial, no dia 1º, será na
Aldeia Sede Pataxó em Carmésia – Minas Gerais. Além
dos corais, bandas e congados, o público assiste aos shows dos artistas As
Galvão, Chico Lobo, Marcus Viana, Sérgio Pererê e Wilson Dias.
Com entrada
franca e com o objetivo de envolver as comunidades e difundir o canto coral, o
FIC já integra o calendário oficial da capital mineira, passeando pelo seu rico
conjunto arquitetônico e efetivando as atividades turísticas e culturais da
cidade. “Os povos nativos são os legítimos donos de nossa terra Brasil e temos
uma dívida impagável. Para se ter
uma ideia, há 518 anos havia mais de 1.500 povos e hoje - em todo território
nacional - existem um pouco mais do que 300 nações indígenas”, comenta o
maestro Lindomar Gomes, idealizador
e curador do evento.
Todos os anos, o FIC conta com
a participação de cerca de 150 grupos de todas as regiões do Brasil, além
de atrações internacionais. Desde a primeira edição, o FIC desenvolve o fomento
e a difusão da música e cultura no canto coral. No site do Festival
de Corais, é disponibilizado um acervo de partituras com arranjos de
diversos profissionais da música. “Costumo dizer que o arranjador é o
alfaiate da música”, completa Lindomar.
Música Tema
A Música Tema é um ponto
fundamental e tradicional do FIC. “Um diferencial que sempre fizemos
questão de manter. O eterno poeta Fernando Brant escreveu diversas letras. Depois
de sua partida, tivemos como sucessor o grande poeta Murilo Antunes. A
composição musical sempre esteve sob a batuta do maestro e amigo Leonardo
Cunha. O título deste ano é ‘SOMOS TODOS IRMÃOS’”, adianta o curador
do festival.
Campanha
Neste ano, o
maestro Lindomar percorreu diversas aldeias no Brasil e viu de perto toda a
beleza e a riqueza da cultura indígena. Segundo ele, tão importante quanto
homenagear, é também ajudar. “Nesta edição, o Festival Internacional de Corais
apoiará a aldeia NAÔ XOHÃ, em São Joaquim de Bicas, da Vice Cacique e presidente
da Federação Indígena Brasileira, Célia Angohoró Pataxó, A aldeia vive em
dificuldades extremas. Mais de 30 indígenas, de diferentes etnias, viviam em
contexto urbano ou em trânsito pelas ruas da cidade. Para voltar a viver de
acordo com seus costumes e culturas, eles precisam de ajuda”, revela. A aldeia
precisa de água, alimentos (cesta básica), frutas, leite, panelas grandes,
roupas de cama, colchão, agasalho, lona, fraldas, materiais de construção e apoio
de voluntários. A arrecadação será feita durante as apresentações de
pré-abertura do Festival.
Gran Finale
Já no dia 23
de setembro, serão realizadas apresentações simultâneas em aproximadamente 15
lugares de 9h às 11h30. Às 12h haverá um cortejo do Parque Municipal até a
escadaria da Igreja São José com apresentação de todos os participantes na
escadaria e também nas sacadas do Edifício Acaiaca, que é conhecido como o
Colosso Acaiaca e um dos primeiros arranha-céus de Belo Horizonte. Depois da apresentação,
será realizada uma concentração de corais, bandas, congados, grupos indígenas e
outras manifestações culturais. Músicas como ‘O Canto do Pajé’ e outras
conhecidas homenagearão os povos nativos, encerrando com chave de ouro mais uma
edição do FIC.
LINDOMAR GOMES
O Maestro
Lindomar Gomes é formado em Canto, Canto Gregoriano e Regência Coral pela
Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes). Técnico em Cultura da Secretaria
de Estado de Cultura, é formado também em Arte-Educação pela UEMG e Planejamento
e Gestão Cultural pela PUC Minas. Maestro do Coral Ensaio Aberto, onde
desenvolve um projeto de resgate do Canto Coral voltado para composições
brasileiras e do movimento musical mineiro "Clube da Esquina". Rege
também o Coral Casa Grande Infantil e Adulto. Coordenou vários festivais pelo
estado como Festival de Inverno de Itabira e Festival de Verão de Pedro
Leopoldo. É idealizador e coordenador do FIC Festival internacional de Corais
& Bandas. Recebeu da Prefeitura de Lagoa Santa a Comenda Dr. Lund e do
Governo de Minas a Medalha da Inconfidência pelos relevantes serviços prestados
à cultura mineira. Recebeu recentemente em São Paulo a Comenda Carlos Gomes.
Datas e
locais já confirmados:
Assista: www.youtube.com/watch?v=lOMwTb aN7v0
Ficha
técnica:
Coordenação
e Produção Geral: Lindomar Gomes
Publicidade
e Design: Sparta Comunicação
Produção
Audiovisual e Design: Dener Vieira e Henrique Silva Barbosa
Produção
Executiva e Gestor de Redes Sociais: Marcelo Sander
Produção
Executiva: Aline Miranda, Celso Ricardo e Nyvia Karan.
Gestora
local de Araxá: Danilo Duarte, Robson Dias e Waniaceli Dias
Gestora local
de Jequitbá: Valéria Assad
Gestora
local de Martinho Campos: Simone Teixeira
Gestora
local de Chapada – Ouro Preto: Preta
Gestora
local de Passagem de Mariana – Débora Santos
Gestor local
de Padre Viegas – Mariana – Maestro Edu Junior Nonato
Gestor local
de Sabará – Sérgio Alexandre
Gestor local
de Pedro Leopoldo – Daniel Santos
Gestora
local de Casa Grande – Simoni Josiane
Gestor local
de São Vicente – Baldim – Eduardo Teixeira
Gestor local
de Itabirito – Ubiraney Figueiredo
Gestor local
da Aldeia Boa Vista de Ubatuba – Índio Alex Guarani
Gestor local
da Aldeia Pataxó de Carmésia – Cacique Melzaq
Gestor local
da Aldeia Pataxó de Itapecirica – Cacique Kanatyo
Gestor local
da Aldeia Xucuru Kariri de Caldas – Cacique Jal
Gestor local
de Caldas – Caio Westin
Gestor local
de Tiradentes – Henrique Rohrmann
Gestor local
da Aldeia Kaxixó – Letícia Oliveira
Receptivo de
grupos do exterior: Juliana Bitencourt
Música Tema:
Leonardo Cunha e Murilo Antunes
Apresentadores:
Marcelo Sander, Gonzaga Medeiros e João Eduardo
Assessoria de Imprensa em Minas Gerais: Naza
Music
Apoio
institucional: Rede Globo Minas, Arquidiocese Metropolitana de Belo Horizonte,
Belotur, FMC, Academia Mineira de Letras, Gráfica Tavares, Rainha da Sucata, O
Tempo, Rede Minas, Rádio Inconfidência, PMMG, Bombeiros PMMG, Engesolo e Gráfica
VBR.
Realização: Maestro Lindomar Gomes
Assessoria de Imprensa
Luciana Braga


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