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Workshop de Inovação em Saúde propõe uso de tecnologia na prestação de serviços

A primeira edição do workshop aconteceu no último dia 19 de junho e contou com sessão de demonstração de produtos, além de palestra sobre nanotecnologia.


Palestrantes apresentaram as possibilidades de investimentos no mercado e uso de tecnologias.  (Foto: Ares Soares/Unifor)

Unifor, por meio da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unifor (DPDI), promoveu, no último dia 19 de junho, a primeira edição do Workshop de Inovação em Saúde. O objetivo do evento, foi apresentar as altas possibilidades de investimento no mercado, além de estimular parcerias entre universidades e empresas.
A abertura do evento ficou por conta do diretor da DPDI, Vasco Furtado, Paulo Resende, Gerente Substituto do Departamento Regional Nordeste da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o presidente da FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Tarcísio Pequeno e Lina Ângela, superintendente de Tecnologia da Informação do Banco do Nordeste.
Um dos pontos altos do evento, foi a demonstração de projetos com potenciais de investimentos desenvolvidos por professores e alunos da Unifor. Entre os projetos apresentados estavam aplicativos como o VoiceGuard, que apresenta inovação para a promoção da saúde de voz, o aplicativo Renal Health, com inovações tecnológicas para a educação em saúde do paciente, além de apps para qualidade da assistência pré-natal (GestAção) e as Aplicações do mHealth, apresentado pelo professor Eurico Vasconcelos.
Outro destaque foram os produtos sobre Internet das Coisas, Engenharia e Realidade Aumentada, como o VIVER, ferramenta usada para reabilitação vestibular que usa realidade virtual, apresentada pelo professor Daniel Valente. Além do DyHEARTMon, que monitora o coração baseado em tecnologia das coisas, e REHAB FUN, jogo de realidade virtual para tratamento de crianças de 3 a 12 anos com disfunções neurológicas, que foi apresentado pela professora Juliana Martins.
Criações baseadas em Biotecnologia também foram expostas ao público, como produção de biofármacos em plataforma animal, pelo professor Leonardo Tondello, lectinas vegetais no diagnóstico e tratamento de doenças, e os medicamentos com ação analgésica obtidos a partir de substâncias naturais.
Paulo Resende explica porque esse é o momento mais propício para fomentar inovação nos últimos 3 anos. “Esperamos que as empresas entendam que esse é o melhor momento porque temos boas ofertas de opções de apoio, e nós temos visto ótimos projetos que tem potencial para inovar, que tem potencial para construir o Ceará como uma plataforma mundial para a geração de inovações na área da saúde”, afirmou.

Ele ainda comenta sobre os editais que estão sendo lançados desde a semana passada pela Finep (Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa). “Teremos o lançamento do Finep Startup, que é uma rodada específica para startups. Também vamos lançar o programa de um bilhão e meio de reais para inovações na área de internet das coisas e nas próximas semanas, vamos lançar ainda mais oportunidades”, destacou.

Nanotecnologia em foco

O workshop contou com a participação de Silvia Staniscuaski Guterres, professora titular da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) que palestrou sobre o tema “Nanotecnologia aplicada a cosméticos”, no qual é especialista.
Silvia falou sobre a importância do evento, reiterando a aproximação entre as atividades de universidade e empresas. “Essa aproximação é necessária se a gente quer que o nosso país gere novas tecnologias, novos produtos, e tenha mais inovações em produtos e processos”, ressaltou.
A pesquisadora explicou o impacto do uso da nanotecnologia na indústria farmacêutica. “O público vai perceber que o produto é melhor por conta desse material nanoestruturado que está dentro. Vai ser um medicamento com menos efeitos adversos, vai seu um cosmético que dura mais tempo. O público pode perceber pela performance, pelo desempenho do produto”, destacou.
Guterres relatou ainda a situação do atual cenário da nanotecnologia no Brasil. “É um cenário que se aproxima da maturidade. Já existem várias décadas de pesquisas, então, hoje a gente já tem uma nanotecnologia mais madura, mas dentro dos limites concretos das suas possibilidades “, finalizou.

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