| São Paulo, junho de 2018 – Criado na década de 1970, o grafite se tornou muito popular não só como uma manifestação artística para as ruas, como tomou espaço em projetos de arquitetura e decoração particulares. Na 32a edição da CASACOR São Paulo, é possível admirar esta arte em ambientes de profissionais renomados, que buscaram valorizar o grafite inserindo-o em projetos modernos e autorais. É o caso da Casa do Escritor, de Jóia Bergamo. A profissional resolveu integrar à decoração uma pintura retratada pelo renomado artista plástico e muralista Camilo Rodrigues que interage a imagem de um escritor em uma época de transição entre a escrita manual, em que ele usa o bico de pena, para a máquina de escrever. No espaço Paisagens de Luz, do Plantar Ideias, foi criado um grafite cinético, com uma mistura de cores que parece se movimentar e mudar de tons com o passar da luz do dia, com a ajuda de lâmpadas de LED. Assinado pelo artista Bieto, esta obra se estende pela parede e segue até dentro do espelho d'água. No espaço Praça CASACOR, de Catê Poli e João jadão, temos dois grafites pintados com spray e stencil pelo artista plástico Arnaldo Degasperi: um escaravelho, símbolo egípcio sagrado, em uma das casinhas; e uma libélula, no pergolado. Além de imprimir um toque fashion e descolado ao espaço, a ideia dos paisagistas com os grafites dos insetos foi compor um ciclo vivo de um jardim, o que conversa diretamente com o tema da CASACOR deste ano e faz uma homenagem aos insetos que polinizam e habitam o ecossistema dos jardins. Esta arte urbana também invade as cabines do WC No Gender, de Lissandro Piloni. Cada cabine recebeu uma intervenção com cores vibrantes e puras, criada por Mena e Rafael Zoli. Os grafites propõem uma reflexão sobre o corpo humano, objeto de inspiração do arquiteto, que propõe um espaço livre de estigmas e que abraça a diversidade e a aceitação pessoal. A Casa Sustentável Leroy Merlin, de Larissa Oliveira e Gabriela Lotufo, ganhou uma obra na fachada do artista Marcos Baru. O artista partiu do tema da mostra – A Casa Viva – e automaticamente remeteu ao seu tema principal de trabalho, a água. "Fonte natural tão importante e que cada vez mais preocupa a todos, o painel veio com um objetivo muito maior do que simplesmente "decorar": trazer ainda mais o tema "ÁGUA" para dentro da Casa Sustentável e alertar todos os visitantes da importância da sua preservação", comenta. Os traços com formas arredondadas simbolizam as bolhas. De uma forma abstrata e lúdica, os traços buscam simbolizar a água, o submerso, as bolhas subindo a superfície... e a faixa azul, com formas irregulares contornando as duas paredes, buscam o movimento. A 32ª edição da CASACOR São Paulo acontece até o dia 29 de julho, no Jockey Club de São Paulo. Serviço: CASACOR São Paulo De 22 de maio e 29 de julho Terça a sábado, das 12h às 21h - Domingo, das 12h às 20h Jockey Club de São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, 875 De terça a quinta-feira: Ingresso inteiro: R$ 60/Meia entrada: R$ 30 De sexta a domingo e feriados: Ingresso inteiro: R$ 76/Meia entrada: R$ 38 Passaporte Único: R$ 180 Valet: R$ 35 Sobre a CASACOR Empresa do Grupo Abril, a CASACOR é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas. O evento reúne anualmente prestigiados arquitetos, decoradores e paisagistas. Em 2018, são 17 praças nacionais: São Paulo, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina (Florianópolis e Itapema) e, pela primeira vez, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A mostra acontece ainda em quatro praças internacionais: Bolívia, Estados Unidos, Paraguai e Peru. | ||||||||
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Grafite, urbanidade e modernidade nos espaços da CASACOR São Paulo
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