Com
curadoria de Marcelo Salles, a mostra, que segue em cartaz até 25 de
maio, reúne trabalhos singulares, entre pinturas e desenhos sobre tela,
papel e linho
As
pinturas e desenhos de expressividade visceral da artista Renata
Pelegrini apresentam a seu espectador paisagens singulares,
paradoxalmente únicas e múltiplas em um mesmo tempo. Marcados por
movimentos rápidos e precisos, seus trabalhos destoam da percepção comum
que se tem do espaço. Até 25 de maio o público poderá conferir de perto
a produção recente da pintora na exposição que leva seu nome,
realizada pela Janaina Torres Galeria.
Com
curadoria de Marcelo Salles, a mostra reúne 15 obras da artista -
pinturas e desenhos sobre tela, papel e linho. Os trabalhos trazem uma
releitura não fidedigna de paisagens e vistas interiores, recriadas a
sua maneira, ocupando o hiato que existe entre a representação e a
abstração.
"Nas
telas e desenhos de Renata Pelegrini, os espaços que os originaram
pouco importam. É a dimensão do que não é visível, captada pela artista,
que os transforma em nenhum espaço e, por isso mesmo, levam o
espectador a todo e qualquer lugar. É preciso que eles [os espaços] se
reconstruam novamente em quem os vê", afirma Salles.
Os ambientes de Renata se aproximam das cidades inverossímeis descritas por Ítalo Calvino em seu livro Cidades Invisíveis. São lugares construídos por experiências diversas, dotados de 'espírito' e intimamente conectados a uma memória pessoal comum.
O
preto é onipresente em sua obra. Não raro, surge como linha que
estrutura os ambientes e ainda como cor. Da sombra, irrompe a luz.
Tal como um imã, o negro atrai a atenção do espectador, que é levado a
percorrer com os olhos a superfície da tela, muitas vezes impregnada por
massas abstratas de cores tão marcantes quanto.
Renata
aproximou-se da pintura por meio da caligrafia. O interesse pela
técnica a levou a frequentar cursos pelo mundo e, por conseguinte,
possibilitou a expansão de suas práticas. Tal histórico se faz presente
em seus trabalhos atuais, onde a execução pictórica é subordinada ao
ordenamento formal típico da arte de escrever à mão. Sua particular
abordagem, entretanto, atribui um frescor contemporâneo às obras.
Várias
de suas obras, inclusive, são rasgadas por finos traços,
muitas vezes quase imperceptíveis. A discreta presença dessas
linhas, entretanto, é proporcionalmente contrária ao protagonismo
que adquirem na cena. São elas o norte da composição: sorrateiramente,
conduzem a fruição do trabalho pelo espectador, propondo-lhe novas
direções e desestabilizando o reconhecimento instantâneo do que seria
uma imagem do real.
"A
potência destes trabalhos não vem da pincelada vigorosa, do traço
assertivo, da incisão mínima e certeira, da visceralidade do negro ou de
aspectos matéricos; é pela possibilidade ao pensamento de quem vê que a
potência surge", pontua o curador.
Renata Pelegrini
Nasceu
em 1967, em São Paulo, onde vive e trabalha. Graduada em Artes
Plásticas, Letras e Educação. Residiu em nos Estados Unidos, Itália e na
Suíça, onde expandiu sua experiência com caligrafia. Desde 2011 é
orientada por Paulo Pasta, estudou com Rodrigo Naves e integra a Escola
Entrópica, com orientação de Galciane Neves.
Em
2016, realizou sua primeira individual na Casa Contemporânea, em São
Paulo. Entre as mostras coletivas que integrou, estão o 10º Salão dos
artistas sem Galeria (2018) ; o 9º Salão dos Artistas Sem Galeria
(2017); o 24º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande (2017); o 49 º
Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (2017); o Primeiro Programa de
exposições do Museu de Arte de Ribeirão Preto Manuel Gismondi - MARP
(2016); e o 14º Salão de Artes Visuais de Guarulhos (2015); e
Criatividade Panamericana, do Museu Brasileiro de Escultura (2010). Em
junho de 2018, participa ainda da Hangar, residência de investigação
artística internacional, sediada em Lisboa, Portugal e da Coletiva na
Biblioteca Mario de Andrade com o Grupo Pigmento.
Serviço:Individual de Renata Pelegrini, com curadoria de Marcelo SallesLocal: Janaina Torres GaleriaEndereço: Rua Joaquim Antunes 177, sala 11
Período expositivo: de 6 de abril a 25 de maioConversa com o público: 10 de abril, das 19h às 22hHorário de Funcionamento: seg a sex - das 10h às 19h e sábados - das 11h às 15hEntrada gratuita
Período expositivo: de 6 de abril a 25 de maioConversa com o público: 10 de abril, das 19h às 22hHorário de Funcionamento: seg a sex - das 10h às 19h e sábados - das 11h às 15hEntrada gratuita
Informações para a imprensa:
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