
A artista da dança, Rosângela
Sulidade, do Hibridus Dança, está participando de mais uma residência artística
na Europa desde o dia 12 de abril e vai até amanhã, 22 de maio. Desta vez está em Frankfurt, Alemanha
onde junto a outros artistas brasileiros estão criando o trabalho chamado Zoom
que tem estreia marcada para dia 25 de abril, dentro do Im*possibles Bodies
Festival, em Frankfurt.
Zoom
O nome é uma referência aos zoológicos
e feiras de humanos do começo do século XX, onde pessoas das colônias eram
deslocadas para a Europa com a finalidade de serem comercialmente exploradas e
exibidas como conquistas do império branco que discriminava suas
características exóticas construídas pela ideia eurocêntrica de ‘outro’. Uma
segunda referência ao nome é o modo ocidental de produzir zoológicos, pelo qual
permanecemos reféns analogicamente enquanto artistas exóticos.
Rosângela Sulidade
Artista da dança, mulher, negra
desde 2013, em parceria com o artista piauiense, Marcelo Evelin, tem viajado
por diversos países do continente europeu, bem como asiático levando seu
trabalho artístico cunhando em Ipatinga, dentro do grupo Hibridus Dança. Destes
processos vividos nasceram os trabalhos ‘De repente fica tudo preto de gente’,
‘Batucada’, ‘Dança Doente’ todos do Demolition Incorporada sob a direção de
Marcelo Evelin. Participou também do trabalho ‘Macaquinho’, trabalho que teve
uma grande repercussão nacional devido ao assunto por ele abordado, onde o
coletivo de artistas, para trabalhar uma metáfora do hemisfério sul, escolheu
examinar o ânus dos artistas participantes. Agora, em 2018, foi convidada para
neste processo dar continuidade ao estudo sobre a contaminação do norte como
representante da cultura hegemônica, e, portanto, também de seu próprio corpo.
O que é o norte em cada um de nós? Perguntam.
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